sábado, 17 de julho de 2010

Saberes diferentes

"Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:
Companheiro, você entende de leis?
Não, respondeu o barqueiro. E o advogado compadecido: É pena, você perdeu metade da vida.
A professora muito social, entra na conversa: Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
Também não, respondeu o barqueiro.
Que pena! Condói-se a mestra.Você perdeu metade de sua vida!
Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O barqueiro preocupado, pergunta: Vocês sabem nadar? NÃO! Responderam eles rapidamente. Então é uma pena conclui o barqueiro. Vocês perderam toda a vida.
Não há saber maior ou saber menor. Há saberes diferentes. "PAULO FREIRE

sábado, 29 de maio de 2010

V SEMANA INTEGRADA DE MEIO AMBIENTE (FSA)

Semana do Meio Ambiente na Fundação Santo André
Data:
De 31/5/2010 a 12/6/2010
Dias e horários:segunda a sexta-feira das 8h às 22h.
Aos sábados:8h às 17h
Local: Fundação Santo André
Endereço: Av. Principe de Gales, 821 - Principe de Gales - Santo André - SP - Brasil
Realizador: FSA

PROGRAMAÇÃO:
http://www.fsa.br/santoandre/editor/userfiles/File/Imprensa/V%20SEMAM-2010-programao%20geral.pdf

terça-feira, 4 de maio de 2010

Belo Monte

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte está causando grandes polêmicas e, não é para menos. Além de ser a 2ª maior usina do Brasil, será construída no Xingu onde existem índios, comunidades ribeirinhas que vivem principalmente da pesca.
A construção de qualquer empreendimento causa algum tipo de impacto, seja em menor ou maior intensidade. Usinas hidrelétricas causam mudanças na dinâmica natural do rio, alagamento de áreas próximas onde normalmente moram pessoas que são removidas desses locais e,além disso, essas áreas tem na maioria das vezes potencial produtivo, ou seja, há o alagamento de terras de plantio,áreas que são habitat de animais, plantas e pessoas.
No caso Belo Monte temos, de um lado estão os índios , a comunidade ribeirinha e ONGs que são claros ao manifestarem a opinião de que são contra a construção desta usina, já de outro,estão o governo federal (a usina faz parte do projeto de aceleração do crescimento PAC), as empreiteiras que defendem a construção alegando que será um beneficio enorme para o país com energia mais barata.
Todos devem procurar informações das diferentes opiniões sobre o caso para facilitar um posicionamento, seja a favor ou contrário a construção mas, acreditamos que em pleno século XXI, com questões ambientais em alta, o Brasil deveria investir fortemente em pesquisas e energias alternativas que, mesmo com um custo incial um pouco mais elevado,tenham impactos negativo bem reduzidos.

No livro Ecologia e lutas sociais no Brasil de Waldman, M (1992) comenta-se sobre o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu em Altamira 1989 onde eles dizem :
"não destruir as florestas, os rios, que são nossos irmãos, pois esses territórios são sítios sagrados do nosso povo, morada do Criador,que não podem ser violados"
Abaixo segue o vídeo sobre os índios do Xingu manifestando o que pensam a respeito:



quarta-feira, 28 de abril de 2010

DIA DA EDUCAÇÃO

Hoje é dia 28 de abril de 2010 e, é o dia da educação. Confesso que soubemos da data há pouco tempo e, descobrimos também que muita gente ainda não sabe, mas afinal, que importância isso tem? Existe dia para tudo nesse nosso calendário, temos o dia do índio, da árvore, da mulher, o dia das mães, dos pais, das crianças, o dia dos namorados, do amigo, do solo, da terra, da água, dia da avó, do médico, do engenheiro, do arquiteto, do palhaço, do professor, do funcionário público, do trabalhador, tem dia até do beijo, tem tantas datas que nem lembro mais. É uma loucura geral, afinal de contas, para tudo que é essencial, que amamos, que importa de fato, TODOS os dias são ótimos para lembrar, para agradecer, para fazer a diferença, para melhorar, para buscar respostas, para beijar, para cuidar, para preservar, para questionar, para criticar.
A educação não é lembrada hoje nem em outros dias do ano e, para comemorar faltam motivos. Segundo Carvalho (2002), a verdadeira essência da educação dentro da sociedade é formar cidadãos atuantes e, sabe-se que atualmente a educação nas escolas, com raras exceções, não tem sido adequada ou suficiente para preparar cidadão críticos e atuantes. Por isso, acreditamos na necessidade e importância dessas vertentes da educação, como a Educação Ambiental, que complementará e modificará, quando bem feita, o que não tem sido colocado em prática pelo ensino formal.
A educação ambiental é muito mais do que a prática da coleta seletiva, ou ainda proteger uma espécie ameaçada de extinção. A Educação Ambiental é tentar proporcionar uma nova visão de mundo, novos valores, tais como amor, respeito, educação, solidariedade. É de fato complexa.
Sempre ficávamos pessimista e desmotivada com pensamentos utópicos, até quando ouvi em algum lugar que é quando temos esses pensamentos e buscamos atingi-los, que alcançamos grandes mudanças e resultados até então inesperados, pois, juntamos forças para atingir o dito “inatingível” e no meio desse caminho conquistas importantíssimas são feitas que jamais seriam se não fossem por eles (os pensamentos utópicos). Assim, quem sabe um dia, como os índios, todos nós possamos ter intrínseco certos conhecimentos e valores (dispensando as várias vertentes educacionais), com AMOR e RESPEITO a tudo e a todos.

CARVALHO, Vilson Sérgio de, (2002). Educação Ambiental e desenvolvimento comunitário. Rio de Janeiro: Wak

segunda-feira, 19 de abril de 2010

"Todo dia era dia de índio"

Dia do Índio
Durante a realização do I Congresso Indigenista Interamericano no México, em 1940, os representantes de diversos países americanos decidiram convidar os índios para o evento. De início, os índios não queriam participar do evento, já que eles tinham medo, pois sofreram muito com os brancos, mas depois, convencidos com a importância do evento, e percebendo que isso poderia beneficiá-los, eles decidiram participar do Congresso. Então, essa data foi dedicada à comemoração do Dia do Índio. A partir daí, o dia 19 de abril passou a ser consagrado ao índio em todo o continente americano.

Os nativos somavam mais de mil povos e alguns milhões de pessoas quando os portugueses chegaram em 1500. Estima-se que hoje, a população de origem nativa e com identidades específicas definidas, some cerca de 480 mil indivíduos vivendo em terras indígenas ou em núcleos urbanos próximos, isto é, 0,2% da população brasileira.

Desde de 1970 a população indígena está crescendo, mas infelizmente alguns povos estão ameaçados de extinção. São faladas 180 línguas diferentes, de dois grandes troncos, o Tupi e o Macro-Jê. Mas apenas metade das línguas faladas recebeu algum registro científico. Isso se dá a dificuldade de se encontrar informações sobre os povos indígenas e também pelo curto espaço que eles têm de se expressar no cenário cultural e político do País. Sabemos também que o nosso português está repleto de palavras e expressões de origem indígena, quase todas de línguas do tronco tupi.

Os povos indígenas têm na Constituição Brasileira de 1988 um capítulo especial que trata dos seus direitos coletivos, e o mais importante deles é o direito a terra. Eles têm o direito de usufruir das terras que ocupam e cabe ao Estado demarcá-las.

Os índios têm conhecimentos tradicionais sobre a biodiversidade importantes para o futuro da humanidade e, embora não sejam naturalmente ecologistas, os recursos naturais nas suas terras estão sempre mais preservados do que nos seus entornos.

Nas diferentes tribos, todos os povos indígenas têm a sua forma diferente de educação, porém todos aprendem de forma participativa, vivenciada, sensibilizada, ou seja, as crianças aprendem com os pais, ou outros indivíduos, mas tudo de forma prática, acumulando conhecimentos por meio da absorção, de acordo com a região, com os trabalhos específicos da tribo, pois eles dizem que quando você ensina algo a alguém, você está privando a pessoa da experiência de aprender isso.

Educação vem do latim, que significa “extrair” ou “fazer brotar”, mas infelizmente o nosso sistema educacional é falho, as crianças não aprendem nas escolas (diferentes das escolas indígenas), como ser cidadãos, como ser parte do meio ambiente em que vivem, do seu bairro, da sua região. As crianças estão preocupadas (porque foi colocado isso à elas) que elas sejam capazes de vencer provas, enquanto elas deveriam estar sendo ensinadas à se tornarem “pessoas de verdade”.

Mas devemos acreditar na educação, como diz Fritjov Capra: “Ainda assim, o sistema público de ensino é a nossa ultima esperança para poder ensinar os verdadeiros valores democráticos, capazes de resistir as vozes insidiosas daqueles que querem nos fazer acreditar que tudo que a vida tem a nos oferecer é a satisfação e consumo pessoal”.
E, para estimular a reflexão à respeito dessa data, da cultura indígena, fica a letra da música:
Curumim chama cunhatã que eu vou contar (Todo dia era dia de índio)

"Curumim chama cunhata que eu vou contar
Cunhata chama curumim que eu vou contar
Curumimmm, Cunhataaaa
Cunhataaaaa, Curumimmm
Antes que o homens aqui pisassem nas ricas e ferteis terras brasilis
Que eram povoadas e amadas por milhoes de Indios
Reais donos felizes da terra do pau Brazil
Pois todo dia e toda hora era dia de indio
Mas agora eles tem só um dia
Um dia dezenove de abril
Amantes da pureza e da natureza
Eles sao de verdade incapazes
De maltratarem as femeas
Ou de poluir o rio, o céu e o mar
Protegendo o equilibrio ecologico
Da terra, fauna e flora pois na sua historia
O indio é exemplo mais puro
Mais perfeito mais belo
Junto da harmonia da fraternidade
E da alegria, da alegria de viver
Da alegria de amar
Mas no entanto agora
O seu canto de guerra
É um choro de uma raça inocente
Que já foi muito contente
Pois antigamente
Todo dia era dia de indio" ( j.b)

Terminarei esse texto, com uma saudação tupi “Anaue” que significa “Você é meu irmão”.

Fontes de pesquisa:
Almanaque Brasil Socioambiental 2008
Alfabetização Ecológica de Fritjov Capra
www.ambientebrasil.com.br

sexta-feira, 9 de abril de 2010

CINE-CLUBE SOCIOAMBIENTAL

O Cine-Clube Crisantempo exibe do dia 08/04 a 24/06, filmes e documentários com a temática socioambiental :

A Era da Estupidez 10/06 - 20h00

Direção: Franny Armstrong

Produção: Lizzie Gillett

Duração:92 min.

Pachamama 29/04 - 20h00

Direção: Erik Rocha


Duração: 105min.

Confiram a programação completa no link:

http://www.cineclubesocioambiental.org.br/programacao/


Endereço : Rua Fidalga, 521 - Vila Madalena -
Entrada Franca.

segunda-feira, 29 de março de 2010

ABAIXO ASSINADO PELA CRIAÇÃO DE ÁREA PROTEGIDA EM BERTIOGA

A WWF- Brasil lançou um abaixo-assinado para a criação de uma área protegida com 8.025 hectares em Bertioga (SP). A unidade de conservação que se pretende criar fica no trecho mais preservado da Mata Atlântica do litoral paulista. Essa área, que faz conexão com o Parque Estadual da Serra do Mar, abriga uma rica diversidade de ambientes – dunas, praias, rios, mangues e uma variada vegetação de restinga – nos quais vivem animais raros e ameaçados de extinção.

As restingas se estendem por quase toda a costa brasileira. Ocupa grandes extensões do litoral, sobre dunas e planícies costeiras. Inicia-se junto à praia, com vegetação rasteira e torna-se gradativamente mais variada e desenvolvida à medida que avança para o interior, podendo também apresentar brejos com densa vegetação aquática.

Infelizmente, existem apenas duas áreas protegidas que abrigam porções desse habitat no estado de São Paulo.

O objetivo da ação na internet é obter o maior número de assinaturas em apoio à conservação da restinga. O documento vai ser entregue ao governador do Estado de São Paulo, José Serra, e ao secretário estadual de Meio Ambiente, Xico Graziano.

Curiosidade: Antes de ser colonizada pelos portugueses, Bertioga era habitada por indígenas do tronco Tupi. Seu nome em tupi, Buriquioca, significa “morada dos macacos grandes”. Buriqui significa macaco grande e oca significa casa.

Assinem e divulguem essa ação:
Fontes de pesquisa:
Almanaque Brasil Socioambiental 2008